A Operação Ramos Secos, da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), teve como alvo um grupo investigado por cultivar, beneficiar e transportar maconha. Em 29 de outubro de 2026, a Justiça expediu medidas contra suspeitos em São Paulo, Bahia e Pernambuco.
Segundo a PCMG, a investigação começou após a descoberta de uma plantação em Virgem da Lapa, em 26 de maio de 2026. O trabalho levou à identificação de outros locais de cultivo em Minas Gerais.
Cinco pessoas foram presas na fase da operação realizada em 29 de outubro, em cidades de Pernambuco, Bahia e São Paulo. A investigação é coordenada pela Delegacia de Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha.
A ação reuniu unidades da PCMG, incluindo o 15º Departamento, a Delegacia Regional de Pedra Azul e a Diretoria de Inteligência. O caso também envolve apurações sobre a logística e o transporte ligados aos plantios.
Medidas judiciais e prisões em três estados
Na fase da Operação Ramos Secos realizada em 29 de outubro de 2026, a Justiça expediu 15 medidas judiciais contra alvos em São Paulo, Bahia e Pernambuco. A Polícia Civil de Minas Gerais informou que nove delas eram mandados de busca e apreensão.
Segundo o delegado Paulo Sobrinho, cinco pessoas foram presas: duas em Lagoa Grande, em Pernambuco, uma em Lauro de Freitas, na Bahia, e duas em cidades paulistas — Campinas e Sumaré. A ação teve apoio das polícias dos estados onde os mandados foram cumpridos.
Durante as buscas, os policiais apreenderam um veículo de alto padrão, um drone, celulares e uma arma. Os itens foram recolhidos no cumprimento dos mandados expedidos no âmbito da investigação.
Como a investigação identificou os plantios em Minas Gerais
A apuração começou depois que policiais encontraram, em 26 de maio de 2026, uma plantação com cerca de 30 mil pés de maconha na zona rural entre Virgem da Lapa e Coronel Murta. As equipes faziam buscas relacionadas ao sequestro de mãe e filha em Coronel Murta quando localizaram um imóvel improvisado em uma fazenda.
De acordo com a Polícia Civil, um homem tentou fugir ao perceber a presença dos policiais, o que levantou suspeitas sobre o local. Na área de mata, as equipes encontraram os pés de maconha, barracas usadas pelos envolvidos e uma estrutura improvisada para secagem e preparação da droga.
Ao longo da investigação, foram identificados cinco locais de plantio em Minas Gerais, e as apreensões somaram sete toneladas de maconha. Além de Virgem da Lapa, as apurações chegaram a áreas em Francisco Sá, Porteirinha, Unaí e Cachoeira de Pajeú.
Estrutura de cultivo e operações anteriores contra o grupo
Em 4 de junho de 2026, durante a Operação Erva Daninha, a Polícia Civil apreendeu 1,8 tonelada de maconha na zona rural de Francisco Sá. O local tinha sistema de irrigação, internet via satélite, geradores, placas solares e maquinário específico; também foram encontrados fertilizantes e uma máquina de processamento avaliada em cerca de US$ 40 mil.
Outras etapas da investigação incluíram a localização de 100 quilos de maconha e insumos em Porteirinha, em 10 de junho, e de materiais e ferramentas para cultivo em Unaí, em 17 de junho. Em Unaí, os policiais também encontraram uma área preparada para o plantio, ainda em estágio inicial, com sistema de irrigação.
Em 9 de julho, a Operação Primeira Poda cumpriu mandados em Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso; cinco pessoas foram presas nessa fase. Em agosto, foi descoberta uma área de plantio em Cachoeira de Pajeú, e, em 8 de setembro, um suspeito apontado pela polícia como um dos operadores do negócio foi preso em Itamaraju, na Bahia.


